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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Site Cenário Cultural está divulgando gratuitamente livros de autores Sorocabanos e Votorantinenses

O objetivo está em divulgar obras e autores de Sorocaba e Votorantim, assim projetar obras locais nacionalmente e internacionalmente, tirar o escritor do anonimato e salientar o crescimento da literatura local.
Como participar?
O autor pode participar enviando a capa, a sinopse do livro e uma pequena biografia do autor para o e-mail http://br.mc329.mail.yahoo.com/mc/compose?to=contato@cintianmoraes.com.br ou se preferir se cadastrar no site pelo endereço http://www.cintianmoraes.com.br/

Observação: o Cenário Cultural não tem o caráter comercial e não venderá livros no site, o espaço existe somente para divulgar as obras. Em troca, o site gostaria se possível, ter um exemplar do livro em seu acervo físico para que, futuramente, possa colocar em funcionamento uma biblioteca móvel, onde jovens poderão ter acesso aos livros lançados nas duas cidades.

Att,
Cintian Moraes
Cenário Cultural - http://www.cintianmoraes.com.br/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Poemas para a juventude

Publishnews - 09/12/2008 - por Redação

Uma seleção de poemas da autora portuguesa considerada uma das maiores vozes da poesia feminina de Portugal está reunida em Florbela espanca: Antologia de poemas para a juventude (Peirópolis, 64 pp; R$ 21) organização deDenyse Cantuária. O livro faz parte da Coleção Madrinha Lua, e foi editado com o apoio do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas. Florbela Espanca nasceu em 1894 e faleceu em 1930, construindo em pouco tempo uma obra intensa e muito presente nos dias atuais, resultado de uma sensibilidade deslocada no mundo em que viveu. Suas cartas e poemas descrevem constantemente seus excessos. Conforme as palavras de Denyse, “Florbela Espanca poeta nasce da busca perfeita para o canto. Uma busca que soa para os ouvidos do leitor como amplificada, como se no ato de aumentar o tom da voz deixasse soar um grito pelas perdas sociais e pelas tristezas vividas”.

Medo de pensar

Folha de São Paulo - 07/12/2008 - por Rafael Garcia

Você acha que pode confiar em seu próprio cérebro?" A pergunta que Cordelia Fine lança a seus leitores no início de seu último livro já é praticamente uma tentativa de induzir uma resposta. Quem sempre se considerou um animal racional tende a reavaliar o assunto num segundo, e talvez diga a si: "Não tenho certeza." Contudo, por que alguém começaria a escrever um livro com essa frase, senão pelo propósito de instigar o leitor com a perspectiva de uma resposta negativa? Em Idéias próprias (Difel; 272 pp; R$ 39), a psicóloga inglesa radicada na Universidade de Melbourne (Austrália) trata de como o desempenho real de nossos cérebros não corresponde mesmo àquilo que desejamos. Listando diversos experimentos feitos à moda da psicologia cognitivo-comportamental americana, o principal mérito do livro é incutir dúvidas em quem quer que se considere imune à presunção, ao auto-engano, a preconceitos étnicos e a vícios morais de toda sorte. A edição em português do livro de Fine sai no mesmo ano em que foram lançados Kluge (Gambiarra), de Gary Marcus, e On Being Certain, de Robert Burton.

O sentimento íntimo da morte

O Estado de São Paulo - 07/12/2008 - por José Nêumanne

O impacto provocado pela leitura de Réquiem (Contra-Capa, 64 pp., R$ 38), o poema longo que o alagoano Lêdo Ivo acaba de publicar, mostra que faltava algo em sua obra capaz de elevá-la a um plano mais alto que o patamar por ele já alcançado. Não é fácil dizer isso de um poeta ativo e atuante aos 84 anos e que sempre esteve entre os maiores de sua geração. Ele chegou a esta idade "inteiro", como notou Ivan Junqueira, seu colega de poesia e de Academia Brasileira de Letras, na introdução à sua Poesia completa (Topbooks). Hoje ele já não tem um pedaço, um tudo, que continua sendo "sempre nada/ e coisa nenhuma", mas agora o é mais ainda, pois lhe faltava a dor, como intuiu Mario de Andrade em carta ao jovem Lêdo. A dor a que se referiu Mario se apresenta no grave e sóbrio cenho e na expressão dolorida de seu retrato desenhado por Gianguido Bonfanti, reproduzido na edição. Nela os versos de Lêdo são intercalados com pinturas de Gonçalo Ivo, seu filho, também autor da capa, simples e branca, atravessada por fios que lembram uma pauta musical ou uma rede elétrica povoada por andorinhas sinistras.

Romance cubista de Gertrude Stein desafia o leitor

Folha de São Paulo - 07/12/2008 - por Noemi Jaffe

Já faz parte de nosso repertório consolidado a imagem de um quadro cubista. Aquilo que um dia foi inaceitável, de tão estranho ao imaginário burguês, hoje praticamente se transformou num lugar-comum. Mas e uma narrativa cubista? Infelizmente, nesse terreno, o hábito do público ainda resiste bravamente; não se sabe direito o que é um romance cubista e, quando se "enfrenta" uma leitura como essa, a tendência é, quase sempre, a da negação. Gertrude Stein escreve por quebras e repetições; frases que não se desenvolvem, adjetivos que se permutam em tríades infinitas. Nada se explica nem se interpreta. "Cada momento é uma coisa essencialmente nova"; "tudo quebra; nada continua; tudo se isola" e "uma coisa sem progresso é mais esplêndida do que uma coisa que progride" são palavras da própria autora, praticadas fielmente no romance Três vidas (Cosac Naify, (248 pp; R$ 46). Realmente, não se trata de leitura fácil; não se espere fluência nem densidade narrativa.

As cozinheiras da literatura

Folha de São Paulo - 27/11/2008 - por Nina Horta

Quando ia escrever sobre Virginia Woolf e suas empregadas (pois essas antigas histórias são exatamente as nossas histórias de hoje), a editora Cosac Naify me mandou um livro fisicamente muito lindo, três contos de Gertrude Stein, em Três vidas" (248 pp., R$ 46 – Trad. Vanessa Bárbara). Dois contos são de empregadas da classe trabalhadora de Baltimore, gente que Gertrude conheceu na infância. A história mais alentada é de uma mulher negra de classe média, um tipo de mulher que ela conhecera durante seu estágio de obstetrícia no hospital John Hopkins. O livro reflete a epígrafe que ela coloca no começo do livro: "Donc je suis un malheureux et ce cest ni ma faute ni celle de la vie", do poeta Jules Laforgue. São mulheres servis, apáticas, menos a negra Melanctha, numa história perspicaz sobre a mulher negra de classe média que surgia naquela época. Antes, a editora já me mandara Três contos, de Flaubert, o primeiro deles sendo a vida simples da criada Felicité, uma pequena obra-prima que trata do nada, ou melhor dos 50 anos de serviço da empregada Felicité. Gertrude Stein sem dúvida se inspirou nesses contos para escrever os seus.

Ex-catadora de papel monta biblioteca com mais de 22 mil livros

Portal G1 - 26/11/2008 - por Fernanda Calgaro

A ex-catadora de papel Vanilda de Jesus Pereira, 45 anos, que cursou só até a 6ª série do ensino fundamental, nunca imaginou que um dia chegaria tão longe. No início, há 20 anos, os livros cabiam em poucas caixas embaixo da cama. Hoje, ela coordena a Biblioteca Comunitária Graça Rios, na entrada da favela Paquetá, em Belo Horizonte (MG), que tem um acervo de cerca de 22 mil livros. "Nada foi planejado. Fui fazendo o que era possível", diz Vanilda. O projeto foi um dos 15 finalistas do Prêmio Vivaleitura 2008. "Acabamos não recebendo o prêmio de R$ 30 mil, mas, só com o troféu de reconhecimento, já fiquei muito feliz." Na biblioteca, que funciona num galpão, também são dadas aulas de reforço escolar para as crianças mais novas e de preparação para os jovens que vão prestar vestibular. A biblioteca Graça Rios fica localizada na Rua Glauber Rocha, 334, Paquetá, Belo Horizonte. O telefone é 31-3498-1547.

ANDROSS EDITORA SELECIONA TEXTOS DE NOVOS AUTORES


A Andross Editora está organizando sete antologias a serem publicadas ainda em 2009. Escritores interessados em participar da seleção já podem enviar seus textos. São vários gêneros literários (poemas, contos, crônicas e microcontos) de temáticas diferentes - de humor a suspense.
Podem participar autores iniciantes ou com obras já publicadas. O regulamento e instruções para envio dos textos estão disponíveis no website da editora: http://www.andross.com.br/.


Veja a lista dos lançamentos da Andross Editora para este ano:


1. Palavras Veladas – Antologia de poemas
2. Risos de Papel – Contos e crônicas de humor
3. Dias Contados – Contos sobre o fim do mundo
4. Dimensões.Br – Contos de literatura fantástica no brasil
5. Histórias Liliputianas – Antologia de microcontos
6. Marcas na Parede – Contos sobrenaturais, de suspense e de terror
7. 2054 – Contos futuristas (histórias que se passem no ano de 2054)


Sobre a Andross


Com quatro anos de mercado e mais de 33 títulos publicados, a Andross Editora iniciou as atividades com obras acadêmicas, cresceu e se manteve no mercado graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Por este sistema, a editora já publicou mais de 780 autores de 13 a 68 anos, do ensino médio ao doutorado, amadores e profissionais. Alguns dos que estrearam nas antologias da Andross hoje têm obras publicadas individualmente por outras editoras.


Mais informações para a imprensa:
Edson Rossatto
Andross Editora
Contato pelo telefone: (11) 2943-7687
edson@andross.com.br
Fevereiro 2009