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domingo, 5 de abril de 2009

Fritz Lang

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Friedrich Anton Christian Lang, conhecido como Fritz Lang (Viena, 5 de Dezembro de 1890Los Angeles, 2 de Agosto de 1976) foi um cineasta, realizador, argumentista e produtor nascido na Áustria, mas que dividiu sua carreira entre a Alemanha e Hollywood.

Biografia

Os primeiros anos
Considerado como um dos mais famosos nomes da escola do expressionismo alemão, Fritz Lang nasceu em Viena, na Áustria, filho de um engenheiro civil, que desejava que o filho seguisse a mesma carreira. Aos 21 anos mudou-se para Munique (1911), onde estudou pintura e escultura.
Fez numerosas viagens (África do Norte, Próximo Oriente, China, Japão...) que lhe desenvolveram o gosto pelos ambientes exóticos que magistralmente reatratou nos seus filmes[1]. De regresso à Alemanha, participou na Primeira Guerra Mundial e foi gravemente ferido, tendo perdido um olho. No hospital, onde permaneceu longo tempo, começou a escrever roteiros para Joe May os quais eram dotados de um forte grafismo, no campo do fantástico e do demoníaco. O êxito desses argumentos levou a que fosse convidado para realizar filmes.
A fase expressionista
A efervescência cultural, política e social da Berlim do pós-guerra, se reflete nas suas primeiras obras. Em 1919 estreou na direção com um filme chamado Halbblut, que se encontra perdido, acerca do qual se sabe muito pouco. Alcançou o primeiro sucesso com Os Espiões, do mesmo ano de sua estréia.
Em 1921 casou-se com a roteirista Thea Von Harbou, que escreveu os argumentos de quase todos os filmes desta primeira fase da carreira. As películas que Lang dirigiu ainda na fase do cinema mudo ficariam para a história como alguns dos maiores expoentes do expressionismo alemão:

Der Müde Tod (1921) - variação onírica sobre a morte e o amor, em que o exotismo se alia com a meditação sobre o sentido da vida e da morte;

Dr. Mabuse, der Spieler (1922) - o primeiro filme negro, uma obra construída sob a influência das descobertas da psicanálise e dos estudos da esquizofrenia;

Die Nibelungen (1924) - um filme sobre o fantástico mitológico, com as suas estruturas admiravelmente equilibradas;

Metropolis (1927) - obra sobre a relação entre as máquinas e os trabalhadores nas grandes cidades, com ênfase pro sentimento de humanidade perdido no processo. Um de seus maiores trabalhos;

Spione (1928) - a luta contra uma organização misteriosa e implacável;

M (1931) - uma das obras mais lendárias e um dos expoentes máximos da sua carreira[2] [3].
O casal foi convidado por Adolf Hitler, por intermédio do Ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, para produzir filmes para o Partido Nazista. Hitler era fã de cinema, e conta a lenda que a sua decisão de convidar Lang surgiu após ter assistido ao clássico Metropolis. Enquanto que Thea aceitou a função, Lang fugiu para Paris, onde chegou a produzir filmes antinazistas. Em 1934, depois de se ter divorciado de Thea, emigrou para os Estados Unidos da América.

A fase americana
Começa então a sua fase mais incompreendida. A crítica que unanimemente tinha enaltecido os seus filmes alemães, era agora também quase unânime a subvalorizar as obras que realizava nos Estados Unidos, argumentando que Lang se teria subjugado aos produtores americanos, desperdiçando o seu talento em filmes comerciais. Só na década de 50 se percebeu a injustiça, quando uma boa parte dessa crítica começou a reconhecer a grande qualidade da maioria dos filmes dirigidos pelo cineasta alemão em Hollywwod. Também ficariam, para a história do cinema, películas como:

Fury (1936) - onde transpunha o ambiente de M para os Estados Unidos;

You Only Live Once (1937) - que confere ao filme negro a dimensão das grandes tragédias e onde toma o partido dos culpados, vítimas dos erros da sociedade;

Man Hunt (1941), Hangmen Also Die (1943) e Ministry of Fear (1944) - constituem libelos anti-nazistas, onde o przaer de aniquilar se sobrepõe à instância sócio-política;

Scarlet Street e The Woman in the Window (ambos de 1945) - são, para o próprio Lang, os seus melhores filmes americanos[4].

Rancho Notorious (1952) e Moonfleet (1955) - retomam o exotismo aventuroso nos limites da paixão do poder[2].


The Big Heat (1953), While the City Sleeps e Beyond a Reasonable Doubt (ambos de 1956) - são as suas máximas reflexões sobre o destino.

O regresso à Alemanha
No final da década de 1950, retornou para Alemanha e ainda realizou três filmes antes de se aposentar. Dois deles retomavam a temática do exotismo. O último seria uma revisitação de Mabuse, sendo com os mil olhos do terrível doutor que Fritz Lang haveria de terminar a sua carreira. Atuou ainda como ator no filme O Desprezo (1963) de Jean-Luc Godard. Logo, voltaria para os Estados Unidos, onde veio a falecer quase cego.
O cineasta deixou sua forte marca por todo o cinema, influenciando diretores como Alfred Hitchcock, Luis Buñuel e Orson Welles.

Filmografia

1960 - Die Tausend Augen des Dr. Mabuse (br: Os Mil Olhos do Dr. Mabuse / pt: O diabólico Dr Mabuse)
1959 - Journey to the Lost City
1959 - Das Indische Grabmal (O túmulo índio)
1959 - Der Tiger von Eschnapur (O tigre de Eschnapur)
1956 - Beyond a Reasonable Doubt (A verdade e o medo)
1956 - While the City Sleeps (Cidade das trevas)
1955 - Moonfleet (O Tesouro do Barba Ruiva)
1954 - Human Desire (Desejo Humano)
1953 - The Big Heat (br: Os Corruptos / pt: Corrupção)
1953 - The Blue Gardenia
1952 - Clash by Night (Conflito nocturno)
1952 - Rancho Notorious (br: O Diabo Feito Mulher / pt: O Rancho das paixões)
1950 - American Guerrilla in the Philippines
1950 - House by the River (A casa à beira do rio)
1948 - Secret Beyond the Door... (br: O Segredo da porta cerrada / pt: O segredo da porta fechada))
1946 - Cloak and Dagger
1945 - Scarlet Street (Almas Perversas)
1945 - The Woman in the Window (br: Um Retrato de Mulher / pt: Suprema decisão)
1944 - Ministry of Fear (Feras Humanas)
1943 - Hangmen Also Die (Os carrascos também morrem)
1941 - Man Hunt (O Homem que quis matar Hitler)
1941 - Western Union (Os Conquistadores)
1940 - The Return of Frank James (A volta de Frank James)
1938 - You and Me
1937 - You Only Live Once (br: Vive-se uma só vez / pt: Só vivemos uma vez)
1936 - Fury (Fúria)
1934 - Liliom (Coração de Apache)
1933 - Das Testament des Dr. Mabuse (O testamento do Dr. Mabuse)
1931 - M - Eine Stadt sucht einen Mörder (br: M, o vampiro de Dusseldorf / pt: M - Matou)
1929 - Frau im Mond (A Mulher na Lua)
1928 - Spione (Os Espiões)
1927 - Metropolis
1924 - Die Nibelungen: Kriemhilds Rache (Os Nibelungos - a Vingança de Kriemhilds)
1924 - Die Nibelungen: Siegfried (Os Nibelungos - A Morte de Siegfried)
1922 - Dr. Mabuse, der Spieler (Dr. Mabuse, o Jogador)
1921 - Vier um die Frau
1921 - Der Müde Tod (A Morte Cansada ou As três luzes)
1920 - Das Wandernde Bild
1920 - Die Spinnen, 2. Teil: Das Brillantenschiff (As Aranhas, parte 2 - O barco dos brilhantes)
1919 - Die Pest in Florenz
1919 - Harakiri
1919 - Die Spinnen, 1. Teil: Die Der Goldene See (As Aranhas, parte 1 - O lago dourado)
1919 - Der Har der Liebe
1919 - Halbblut

Notas
Biografia inserida no Ciclo de Cinema Alemão (1981). Instituto Alemão, Coimbra.
2,0 2,1 João Bénard da Costa (1984). Catálogo do Ciclo de Cinema de Ficção Científica. Cinemateca Portuguesa e Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 514pp.
Henri Langlois (1956) Imagens do cinema alemão, in Catálogo do Ciclo de Cinma Alemão (1918-1933 / 1965-1980). Cinemateca Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto Alemão, Lisboa, 174pp.
George Sadoul (1977). Dicionário dos Cineastas. Livros Horizonte, Lisboa (1979), 335pp.

Orson Welles

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Orson Welles (Kenosha, Wisconsin, 6 de maio de 1915Hollywood, 10 de outubro de 1985) foi um cineasta estadunidense.
Também foi diretor, roteirista, produtor e também actor. Iniciou a sua carreira no teatro, em Nova Iorque, em 1934.

Biografia
Órfão aos quinze anos, após a morte do seu pai (sua mãe morreu quando ainda tinha 9 anos), George Orson Welles começou a estudar pintura em 1931, primeira arte em que se envolveu. Adolescente, não via interesse nos estudos e em pouco tempo passou a atuar. Tal paixão o levou a criar sua própria companhia de teatro em 1937. Em 1938, Orson Welles produziu uma transmissão radiofônica intitulada A Guerra dos Mundos, adaptação da obra homônima de Herbert George Wells e que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes, que imaginavam estar enfrentando uma invasão de extraterrestres. Um Exército que ninguém via, mas que, de acordo com a dramatização radiofónica, em tom jornalístico, acabara de desembarcar no nosso planeta. O sucesso da transmissão foi tão grande que no dia seguinte todos queriam saber quem era o responsável pela tal "pegadinha". A fama do jovem Welles começava.Welles foi casado com a atriz Rita Hayworth e tiveram a filha Rebecca. Se divorciaram em 1948.


Citizen Kane
Sua estréia no cinema, em filmes de longa metragem, ocorreu em 1941 com Citizen Kane (Em Portugal, "O Mundo a seus Pés"; no Brasil, "Cidadão Kane"), considerado pela crítica como um dos melhores filmes de todos os tempos e o mais importante dirigido por Welles.
Os elogios a Citizen Kane, originaram por três motivos:

Inovação
Welles inovou a estética do cinema com técnicas até então raríssimas nas produções cinematográficas. Algumas delas são:
Angulações de câmera (Uso de Plongée e Contra Plongée).
Exploração do campo (campo e contra-campo).
Narrativa (narrativa não linear).
Edição/Montagem (muito sofisticada para e época de sua realização, devido a não linearidade da narrativa).

Coragem
Orson Welles retratou em "Citizen Kane" a vida e a decadência de um magnata da comunicação norte-americana, baseado na história do milionário William Randolph Hearst. Esse filme foi um marco na carreira do ator. Mesmo estando pronto, "Cidadão Kane" quase não saiu, fruto de problemas com Hearst. Ele teve nove indicações para o Oscar, mas, infelizmente, venceu apenas um, o de melhor roteiro original. Sua coragem de realizar esta obra prima acabou resultando no fechamento de muitas portas no futuro, beirando ao ostracismo no fim da vida.

Dinamismo
Foi diretor, co-roteirista, produtor e ator em "Citizen Kane". O que é surpreendente, pois no cinema o acúmulo de funções acaba influenciando de maneira negativa no resultado final. Mas no caso de Welles surgiu uma obra completamente à frente do seu tempo.

Pós Citizen Kane
Logo após "Citizen Kane", Welles passou uma temporada no Brasil, onde pretendia filmar o famoso carnaval carioca para acrescentar ao seguimento My Friend Bonito, do documentário It's All True. Mas algo desastroso ocorreu. Sobre o fato, Welles comentou em entrevista ao crítico de cinema, André Bazin: "Era co-dirigido por mim e Norman Foster. Era uma história entre um pobre menino e seu touro. Depois fizeram outra versão, modificando todas as idéias e refazendo tudo ao modo deles. Eu tinha rodado durante três meses, mas a RKO (estúdio) me despediu. Quando retomaram a idéia não queriam saber mais nada de mim. Tampouco me pagaram nenhum tipo de direitos e atuaram como se fosse uma história original". Esse tipo de problema iria ser uma constante na carreira de Welles, que logo após o fracasso de público de A Dama de Xangai (1948) raramente conseguiria realizar um filme à sua maneira, dirigindo quase sempre em condições precárias. Para se ter um exemplo, as filmagens de Dom Quixote (1959-1972) (Don Quijote de Orson Welles) duraram mais de dez anos, e mesmo assim somente o copia do filme pode ser visto (hoje já está disponível em DVD).
Tentando continuar sua carreira, ele passou as décadas seguintes aceitando papéis de ator, no qual sua presença e voz marcante, mesmo quando as participações eram pequenas, nunca passavam sem chamar atenção. Ao voltar a Hollywood depois de uma temporada na Europa, Welles teve um de seus melhores desempenhos como ator no fime Compulsion, de 1959.
Em 1962 realizou "The Trial", filme baseado na obra " O Processo" de Franz Kafka. Welles considerou este um dos seus mais gratificantes filmes realizados. Em 1979 teve um pequeno papel no filme "The Secret Life of Nikola Tesla."
Orson Welles morreu de ataque cardíaco em sua casa em Hollywood, California em 10 de outubro de 1985, aos 70 anos, e, segundo a lenda, teria feito o seguinte comentário sobre sua profissão antes de morrer: "Esse é o maior trem elétrico que um menino já teve." Seu último trabalho foi dublando a voz do planeta Unicron no desenho animado de longa metragem de 1986 The Transformers: The Movie.


Filmografia
Curta

  • The Hearts of Age (1934)

Longas

Sergei Eisenstein

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Serguei Mikhailovitch Eisenstein (russo: Сергей Михайлович Эйзенштейн, transliteração Sergej Michajlovič Ejzenštejn) (23 de janeiro de 1898, Riga - 11 de fevereiro de 1948, Moscou) é considerado o mais importante cineasta soviético.
Relacionado ao movimento de arte de vanguarda russa, participou ativamente da Revolução de 1917 e da consolidação do cinema como meio de expressão artística.
Filho de um engenheiro descendente de judeus alemães e de uma russa, Eisenstein teve constantes atritos com o regime de Josef Stalin, devido à sua visão do Comunismo e à sua defesa da liberdade de expressão artística e da independência dos artistas em relação aos governantes, posição que era perseguida num país no qual a indústria cinematográfica sofria com a falta de recursos para se nacionalizar.
Criou uma nova técnica de montagem, chamada montagem intelectual ou dialéctica.
Com 26 anos fez “A greve”, mostrando que arte e política podiam andar juntas. Com 27, deu ao mundo “O Encouraçado Potemkin”, obra que é considerada, juntamente com "Cidadão Kane", de Orson Welles, das mais importantes na história do cinema.
Graças ao sucesso extraordinário do “O Encouraçado Potemkin”, foi chamado pela MGM e embarcou para os Estados Unidos. Só que seus projetos não decolavam, apesar de ter amigos poderosos como Chaplin e Flaherty. Eisenstein resolveu então afastar-se de Hollywood e fazer “Que Viva México”, uma obra ambiciosa sobre a história de um país e sua cultura. Infelizmente, as filmagens foram interrompidas por problemas financeiros.
Desolado, o cineasta voltou para seu país, mas nem a imprensa o perdoava por seu afastamento e pelo seu curto idílio capitalista. Quando sua carreira parecia perdida, entretanto, recebeu a ordem de filmar “Alexandre Nevski”, como uma peça de propaganda anti-germânica. E, assim como já fizera no “Potemkin”, Eisenstein construiu uma obra-prima que está acima da ideologia.
Com o prestígio recuperado, Eisenstein começou “Ivã, o Terrível”, que teria três partes. Mas então começou a II Guerra, e tudo se complicou. O cineasta morreu de ataque cardíaco em 1948.

Filmografia

Francis Ford Coppola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Francis Ford Coppola (Detroit, 7 de Abril de 1939) é um produtor, guionista, realizador e actor estadunidense.
É pai de Sofia Coppola, também cineasta, e tio de Nicolas Cage, ator

De 1939 a 1960
Nascido em Detroit em 1939 numa família ítalo-americana, Coppola cresceu no bairro de Queens em Nova Iorque, para onde a família se mudou após o seu nascimento.
O pai, Carmine Coppola era músico e compositor (uma canção sua surge em Tucker: Um Homem e o Seu Sonho, 1988) e a mãe atriz.
Quando tinha nove anos contraiu poliomielite.

De 1960 a 1978
Coppola estudou cinema na UCLA e enquanto por lá fez inúmeros pequenos filmes, alguns pornográficos. Nos fins da década de 60, começou a sua carreira profissional realizando filmes de baixo orçamento com Roger Corman e escrevendo roteiros.
Logo a seguir à realização do seu primeiro filme You’re a big boy now, foi oferecida a Coppola a direcção da versão para cinema do musical da Broadway, Finian’ s rainbow, protagonizado por Petula Clark, no que era o seu primeiro filme nos Estados Unidos, e pelo veterano Fred Astaire. O produtor Jack Warner, mal impressionado com o aspecto hippie de Coppola, deixou-o entregue a si mesmo. Coppola pegou o elenco e foi para Napa Valley rodar os exteriores, mas as diferenças entre estas filmagens e as gravadas em estúdio eram enormes, o que resultou num filme pouco homogêneo. Sendo feito com material obsoleto, o sucesso não foi grande, mas sem dúvida o seu trabalho com Petula Clark contribuiu para a sua nomeação para o Globos de Ouro como melhor atriz.
Em 1971 Coppola ganhou um Oscar pelo seu roteiro em Patton, no entanto, o seu nome foi indicado como roteirista e diretor de The Godfather em 1972 e The Godfather: Part II em 1974, tendo ambos ganho Óscares de “melhor filme” (refira-se que “The Godfather: Part II, foi a primeira seqüência a conseguir este feito).
Durante este período escreveu o roteiro para The Great Gatsby, estrelado por Mia Farrow e Robert Redford, que foi um desastre completo em nível comercial e da crítica, e produziu o primeiro filme de George Lucas, American Graffiti.

Depois de 1979
Após o sucesso dos dois Godfather, Coppola dedicou-se a um projecto ambicioso, Apocalypse Now, baseado em Heart of Darkness de Joseph Conrad. A realização do filme foi marcada por inúmeros problemas, desde tufões, e abuso de drogas, até ao ataque de coração de Martin Sheen e à aparência inchada de Marlon Brando, que Coppola tentou esconder, filmando-o na sombra. O filme foi adiado tantas vezes, que chegou a ser alcunhado de “Apocalypse Whenever”. Quando finalmente estreou, o filme foi amado e odiado pela crítica e os seus elevados custos quase levaram ao colapso da American Zoetrope, o estúdio recém criado de Coppola. No documentário de 1991, Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse, dirigido pela esposa de Coppola, Eleanor Coppola, Fax Bahr e George Hickenlooper relatam as dificuldades que a equipa passou e mostra cenas dessas dificuldades filmadas por Eleanor.
Apesar dos contratempos e problemas de saúde que Coppola sofreu durante a filmagem de Apocalypse, continuou com os seus projectos. Em 1981 apresentou a restauração do filme de 1927 Napoléon, editado nos Estados Unidos pela Zoetrope. No entanto, somente em 1982 é que Francis voltou à realização, com o filme One From the Heart, que foi um fracasso enorme, tendo no entanto criado um certo culto à sua volta anos depois. Esse filme lhe deixou uma dívida de US$ 30 milhões. Isso, somado a falência de seu estúdio, o American Zoetrope, fez com que o diretor entrasse em um período conturbado, em que teve que aceitar dirigir e associar seu nome a diversos trabalhos encomendados, que normalmente não lhe despertariam interesse.
Em 1986, Coppola e George Lucas dirigiram o filme Captain Eo, com Michael Jackson, para os parques temáticos da Disney, que até à altura tinha sido o filme mais caro por minuto já feito.
Em 1990 completou a série dos "Godfather" com The Godfather: Part III que, apesar de não ter sido tão aclamado pela crítica como os anteriores, foi um grande sucesso de bilheteira.


"Bram Stoker's Dracula" (1992 - 123m)


SINOPSE
Em DRÁCULA DE BRAM STOKER, Coppola regressa à fonte inicial do mito de Dracula, e desse românce gótico, cria uma obra de arte moderna.A transformação de Gary Oldman em Dracula - que se transforma de velho em novo, de homem para monstro - é algo de realmente espectacular. Winona Ryder coloca a mesma intensidade no papel de uma jovem beldade que se torna no objecto do devastador desejo de Dracula. Anthony Hopkins é o famingerado médico que se atreve a acreditar em Dracula, e depois se atrve a confrontá-lo. Opulento, tenso e simplesmente irresistível, este é o Dracula como nunca o viu antes. E depois de ver DRACULA DE BRAM STOKER, nunca mais o vai esquecer.
REALIZADOR


INTÉRPRETES
Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins, Keanu Reeves, Richard E. Grant, Cary Elwes, Bill Campbell, Sadie Frost, Tom Waits, Monica Bellucci, Michaela Bercu, Florina Kendrick, Jay Robinson.

Principais prêmios e indicações
Oscar 1993 (EUA)
Venceu nas categorias de Melhor Figurino, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Maquiagem.
Indicado na categoria de Melhor Direção de Arte.

BAFTA 1994 (Reino Unido)
Indicado nas categorias de Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Produção de Arte Melhores Efeitos Especiais.
Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Terror 1993 (EUA)
Venceu nas categorias de Melhor Ator (Gary Oldman), Melhor Figurino, Melhor Diretor, Melhor Filme de terror e Melhor Roteiro.
Indicado nas categorias de Melhor Atriz (Winona Ryder), Melhor Maquiagem, Melhor Canção, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Ator Coadjuvante (Anthony Hopkins).

MTV Movie Awards 1993 (EUA)
Indicado na categoria de Melhor Beijo.
Fontes: Wikipédia