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sexta-feira, 20 de março de 2009

As lições de vida e morte dos grandes filósofos

Professor dos EUA produz lista divertida sobre a causa mortis dos pensadores

Sérgio Augusto

Os filósofos costumam durar mais que a gente ou é apenas impressão?

Mais que a maioria dos tiranos eles duram, e isso é um consolo. Sêneca, por exemplo, morreu com 71 anos, idade avançadíssima para a época (século 1 d.C.), ao passo que seu algoz, Nero, não foi além dos 32. Tales de Mileto, o primeiro filósofo ocidental, e Sócrates também chegaram aos 70. Demócrito atingiu o recorde de 109 anos, nove a mais que o pitagórico e místico ambulante Apolônio de Tiana. Pitágoras, Solon e Platão viveram até os 80, feito mais notável antes da Era Cristã do que os 92 alcançados pelo hermeneuta francês Paul Ricoeur em 2005. Claude Lévi-Strauss, não custa lembrar, continua vivo - e, desde novembro, centenário.
Se não foi apenas uma figura lendária, como muitos acreditam, o cretense Epimenides logrou atravessar quase dois séculos de vida, um quarto dos quais teria passado dormindo numa caverna, como um Rip van Winkle do século 6 a.C. Desconsiderem-no, portanto. Mas mantenham Calígula (que não passou dos 28) e os demais césares. Napoleão? Morreu cinquentão.
Vez por outra, alguém se interroga sobre a proverbial longevidade dos filósofos; geralmente na Inglaterra, onde também é grande o interesse em torno da maneira trágica como a maioria dos filósofos costuma partir desta para melhor. "Todos os filósofos eminentes dos últimos dois séculos ou foram assassinados ou disso escaparam por pouco", notou Thomas de Quincey, em meados do século 19.
Inspirado por essa observação, o emérito professor de filosofia D.H. Mellor, da Universidade de Cambridge, produziu uma lista de não sei quantos filósofos com sua respectiva "causa mortis"; não a verdadeira, visando dar sustentação à tese de De Quincey, mas a que o seu senso de humor, inspirado nas idéias de cada um deles, logo, só para os iniciados, ditou. Segundo Mellor, Leibniz teria (ou deveria ter) morrido de "monadanucleose"; Marx, de "causas materiais"; Henri Bergson, de "élan mortal"; Maquiavel, vitimado por uma "intriga"; e Lutero, por uma "dieta de vermes" (no original, Diet of Worms, referência à Dieta de Worms, a cimeira de 1521 na cidade alemã de Worms, em que Lutero se recusou a baixar a crista para o Vaticano).
Recentemente, outro professor de filosofia britânico, Simon Critchley, há tempos dando aula na New School for Social Research, em Nova York, investigou a suspeita firmada por De Quincey e descobriu que os grandes filósofos, vida longa à parte, não só costumam sofrer muito antes de morrer como, desde a Antiguidade, preocupam-se à beça com a questão da "boa morte".
A maioria dos 190 exemplos por ele arrolados, sob a forma de verbetes, em The Book of Dead Philosophers (O Livro dos Filósofos Mortos), editado pela Granta?s na Inglaterra e pela Vintage nos Estados Unidos, comprova essa tendência. A lista começa com os pré-socráticos e vem até o século 20. Ou seja, de Tales de Mileto (que morreu de desidratação enquanto assistia a uma prova de atletismo) a Michel Foucault (que morreu de aids) e Guy Debord (que se matou).
Sócrates foi condenado a beber cicuta. Aristóteles ingeriu uma ranunculácea venenosa. Heráclito sufocou-se em estrume de vaca. Empédocles jogou-se no vulcão Vesúvio. Diógenes ou prendeu o fôlego além da conta ou intoxicou-se com um polvo cru. Diderot engasgou-se com um damasco. Uma indigestão de patê trufado levou ao túmulo o reputado médico-filósofo do século 18 Julien Offray de la Mettrie. O poeta latino Lucrécio só morreu relativamente jovem (43 anos) porque se suicidou, no século 1 a.C. Maquiavel terminou seus dias na miséria. Karl Max tinha o corpo coberto de carbúnculos quando a morte o pegou dormindo numa poltrona. Nietzsche demorou uns 10 anos sendo consumido pela sífilis e a loucura. Roland Barthes foi atropelado por uma ambulância. Pouco antes de enfartar, Hannah Arendt caiu num bueiro ao sair de um táxi em frente ao prédio onde morava, em Manhattan. Francis Bacon meteu-se a refrigerar um frango com um punhado de neve de uma rua londrina, pegou friagem e...
De todos esses terríveis epílogos, o do filósofo e dramaturgo Sêneca foi o que mais me impressionou. Conselheiro de Nero e por este condenado ao suicídio, em 65 d.C., lembramo-nos dele na célebre pintura de Rubens (circa 1601), que nem de longe retrata as agruras por que passou antes de tomar aquele fatal banho de tacho. O estoico romano primeiro cortou os pulsos. Perdeu rios de sangue, mas continuou vivo. Aí pediu veneno (acônito, o mesmo que teria matado Aristóteles), e nada. Metido por seus serviçais num tacho de água quente, ali, finalmente, desencarnou, provavelmente sufocado pelo intenso vapor do banho.
Albert Camus só ganhou espaço no livro de Critchley por ter qualificado a morte em acidente de carro como a "mais absurda" de todas. Se Camus teve uma morte absurda, as de Periander, Pitágoras e Tycho Brahe foram patéticas, beirando o ridículo.
Periander de Corinto, um dos sete sábios da Grécia, ao lado de Tales, Solon e Chilon, tanto tramou para que seu túmulo jamais fosse encontrado, que acabou assassinado por um dos participantes da trama. Pitágoras não teria sido degolado onde hoje fica a Calábria, na Itália, se tivesse escapulido por uma plantação de feijão. (O autor do mais famoso dos teoremas detestava tanto a leguminosa que se recusava até a olhar um feijoeiro, quanto mais esgueirar-se no meio de um feijoal.) Tycho Brahe, o desnarigado astrônomo dinamarquês do século 16, grande revisor do universo ptolomaico, poderia ter chegado aos 60 anos, ou ido além disso, se não tivesse deixado para fazer xixi depois de um banquete que durou horas - e culminou com o estouro da bexiga do astrônomo.
"Morte? Não penso nisso", vangloriava-se Jean-Paul Sartre. Foi uma exceção à regra. Cícero, citado na introdução de O Livro dos Filósofos Mortos, achava que "filosofar é aprender a morrer", acrescentando: "O medo da morte é o que define a vida humana neste canto do planeta, no momento presente." Montaigne recomendava que aqueles que ensinam as pessoas a viver, isto é, os filósofos, deveriam ensiná-las também a morrer.
Num dos quatro diálogos que Platão lhe dedicou, Sócrates comenta (para Símias) que "os verdadeiros filósofos exercitam-se para morrer", daí seu pouco ou nenhum temor da morte. "Eu destoaria, se, na minha idade, me agastasse por ter de morrer em breve", diz ao igualmente velho Critão, numa cela de Atenas, às vésperas de sua "execução".
Para Epicuro, o medo da morte e o anseio da imortalidade são os sentimentos que mais arruínam nossa passagem por este mundo. Viver bem e morrer bem tinham, para ele, o mesmo peso. Se a vida deve ser entendida como uma prática ou uma preparação para a morte ("Do ponto de vista da morte, a vida nada mais é que a produção de um cadáver", escreveu Walter Benjamin, que, aliás, se suicidou em 1942), o contentamento da alma é muito mais que um vão desejo, é uma obrigação.
Contrastando com pitagoreanos, platônicos e estoicos, Epicuro via a morte como uma extinção completa e a alma, como apenas um amálgama temporário de partículas atômicas. O pai do epicurismo morreu sete anos depois de Platão. Sempre adoentado, não resistiu às dores de uma cólica renal, mas despediu-se sorrindo, afiançando a amigos e discípulos que seu sofrimento fora sempre contrabalançado pela alegria proporcionada pelos exercícios do raciocínio.
Quase dois mil anos mais tarde, o empirista escocês David Hume se despediria dos vivos na maior euforia, apesar das fisgadas que lhe pungiam o abdome. Talvez porque, segundo inconfidência de James Boswell, o maior ateu de Edimburgo passara a acreditar na possibilidade de vida depois da morte. Até Sócrates, com o pé na cova, reconsiderou seu ceticismo. "Tenho uma boa esperança de que alguma coisa espere os mortos e, segundo velha tradição, seja muito melhor para os bons do que para os maus", revelou numa conversa com Fédon e Equécrates. E sorveu em paz sua cicuta.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Stratovarius - A Million Light Years Away

Imaginam só o que um amigo meu me mostrou:
Reparem que o início da musica do stratovarius parece com Roberto Carlos, "a verdade a divisão ritmica é quase a mesma e as notas também, acho que nem o Roberto Carlos nem os caras do Stratovarius imaginam isso" (Marcello Vaisesia). Que coisa, não?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Big Brother tem novidades, mas nunca perde a essência

Cintian Moraes - 31/01/09
Ao contrário do que muita gente imagina, o Big Brother não é apenas um programa de televisão inventado na Holanda, esse nome foi usado em 1948 pelo jornalista inglês Eric Artur Blair, que assinava com o pseudônimo de George Orwell.
O escritor publicou a obra Animal Farm, que no Brasil recebeu o título de A revolução dos bichos, trata-se de uma alegoria político-infantil que denunciava a suposta predisposição da humanidade para a violência e como um grupo de pessoas que conviviam com o governante poderia tomar o poder em nome do povo. Orwell foi impulsionado a escrever sobre as cicatrizes do Ocidente que ainda estavam abertas pelos regimes totalitários de Adolf Hitler, na Alemanha nazista e de Joseph Stálin, na União Soviética comunista. A obra A revolução dos bichos usa as palavras “granja” dirigindo-se à sociedade e “porcos” dirigindo-se aos ditadores, tudo para relacionar ao regime. No mesmo ano, o jornalista também escreveu o livro 1984, que é a seqüência dos seus pensamentos cuja sua maior preocupação era denunciar o controle do Estado sobre os cidadãos.
O romance 1984 é uma forma pessimista de ver o resultado da guerra para o futuro da humanidade dominada pelo totalitarismo que é o “Estado Maior”. Foi nessa obra de Orwell que surgiu então o personagem chamado “Big Brother”, que ele se dirigia ao “Todo Poderoso” do poder.
O livro 1984
O romance retrata um Estado onipresente (que está presente em toda parte), com capacidade para alterar a história e o idioma, de manipular, oprimir e torturar o povo, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada. Estrutura essa onde havia a total separação social, não havia imprensa livre, sindicatos ou associações e nem mesmo famílias harmoniosas, só se encontrava a tirania e a vigilância coesa do Estado. Todos os cidadãos eram obrigados a amar e a seguir a risca todos os comandos do regime do poder supremo. Para garantir a manutenção do regime totalitário, toda a sociedade era controlada por Teletelas que eram ao mesmo tempo televisor e câmera de vigilância que não poderiam em hipótese alguma ser desligadas, apenas ter o seu volume diminuído.
Quem controlava essas Teletelas, que funcionavam para vigiar os cidadãos, era o dirigente máximo chamado de Grande Irmão o “Big Brother”. O tirano não tinha nome e nunca foi visto em público, tratava-se de um anônimo.
O livro conta a história de um funcionário do Ministério da Verdade, Winston Smith, que tem a função de reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do poder.
Smith questiona a opressão que o Estado exerce sob os cidadãos e se revolta, mas ele sabe que se alguém pensasse diferente, cometeria crimidéia (crime de idéia) e fatalmente seria capturado e vaporizado, isso é, desaparecia do mapa.
Smith se apaixona por Julia que também serve ao Partido e se alia a ela, juntos conhecem O’Brien que de primeiro momento acredita ser um aliado. Os pensamentos de Smith são descobertos e ele é preso e torturado por O’Brien que o traía e que também já havia sido torturado pelo mesmo motivo. Para Smith, só restava se entregar às obrigações do Partido e amar o Grande Irmão. Júlia também passa pelas mesmas torturas e os dois se rendem e se adaptam completamente ao mundo totalitário.
Esta idéia deu origem ao formato do programa de televisão o Big Brother.
Como o programa de TV consiste numa casa em que os participantes são vigiados por câmeras, a comparação é feita á partir de que os telespectadores vigiam os participantes e eliminam aqueles que não são considerados bons, assim como no enredo do livro.
O programa Big Brother Brasil
No dia 16 de setembro de 1999, o canal holandês Verônica lançou o primeiro programa de TV da série Big Brother. No ano seguinte, o fenômeno se espalhou por outros 19 países, como Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, Suíça, Suécia e Bélgica. Em todos eles, o programa virou sinônimo de sucesso e audiência. Seus participantes e vencedores tornaram-se celebridades da noite para o dia e faturaram fortunas em prêmios. Em 2002, foi apresentado o primeiro Big Brother Brasil pela Rede Globo de Televisão. Como não seria diferente dos outros países, aqui o programa também virou febre e se tornou um líder em audiência como diz Pedro Bial, apresentador do programa.
Neste ano, na nona edição, o Big Brother Brasil apresentou algumas das novidades aos telespectadores como “A Casa de Vidro” uma bolha montada no Via Parque Shopping, o lado “A” e “B” que divide a casa e dois participantes sexagenários integrantes da equipe. Ao que tudo indica essa nona edição ainda trará mais novidades.

Cintian Moraes
Jornalista graduada pela Universidade de Sorocaba, especializada em Webjornalismo, produtora e editora do Site Cenário Cultural, organizadora da Coletânea infanto-juvenil Rodamundinho 2008 e assessora de comunicação da Semana do Escritor de Sorocaba e Região. Apaixonada por webjornalismo e por literatura brasileira e regional.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Site que corrige seu texto de acordo com a nova ortografia!

Um site que corrige automaticamente a sua escrita de acordo com as novas regras ortogr€ ¦áficasInforma€ ¦ção nunca € ¦é demais!!Um site que corrige automaticamente a sua escrita de acordo com as novas regras ortogr€ ¦áficasNestes tempos de mudan€ ¦ças ortogr€ ¦áficas, sempre temos d€ ¦úvidas. Para quem quer uma resposta r€ ¦ápida, uma € ¦ótima dica € ¦é este site em que voc€ ¦ê digita a frase e ele responde com as novas regras em vigor: http://ramonpage.%20com/ortografa/
Eu usei a frase "As conseq€ ¦üências do anti-semitismo s€ ¦ão desastrosas, uma p€ ¦éssima id€ ¦éia", como exemplo e o site me retornou: "As consequencias do antissemitismo s€ ¦ão desastrosas, uma p€ ¦éssima ideia". Neste acordo que rege as mudan€ ¦ças em nossa L€ ¦íngua, o Brasil ter€ ¦á at€ ¦é 20/12 para se adaptarOBS: se vc usa o Mozzilla firefox, copie o endere€ ¦ço daqui e cole no Mozzilla

Exposição aborda história do idioma alemão

Deutsche Welle (Alemanha) - 12/12/2008 - por Cornelia Rabitz

Mostra expõe a variedade do alemão e seu desenvolvimento desde os cantos medievais até a linguagem das mensagens de texto. Depois de Bonn, Instituto Goethe levará a exposição pelo mundo durante oito anos. O momento não poderia ter sido mais adequado, por mais que tenha sido mera coincidência. Ao mesmo tempo em que se discute se o alemão deveria ou não ser mencionado na Lei Fundamental alemã como idioma oficial, foi inaugurada na Casa da História de Bonn uma exposição intitulada Man spricht deutsch (fala-se alemão). Os organizadores, no entanto, não querem que a mostra seja vista simplesmente como um discurso a favor da proposta. Seu objetivo é antes mostrar a riqueza, a variedade e a história da língua alemã, dos cantos medievais à linguagem das mensagens de texto.

Agora tem revistas no Google Book Sarch

Publishnews - 11/12/2008 - por Ricardo Costa

O Google anunciou nesta quarta-feira em seu Blog Oficial o início de uma iniciativa que pretende disponibilizar online um grande número de artigos de revistas. Por meio de parcerias com editores o Google começou a digitalização de milhões de artigos de revistas das mais diversas áreas, tais como New York Magazine, Popular Mechanics e Ebony. O internauta poderá ler o artigo completo, em cores, e em seu contexto original, exatamente como se estivesse folheando a revista impressa. Será possível pesquisar pelos artigos diretamente no serviço Google Book Search. Os artigos estarão diferenciados dos livros pela palavra Magazine/Revista, colocada ao lado dos resultados da busca. Dentro de algum tempo, os artigos também serão incluídos nos resultados de buscas feitas pelo Google.com. “Acreditamos que disponibilizar mais revistas online é um passo importante em direção ao nosso objetivo de longo prazo, que é prover acesso a todo tipo de informação”, escreve Dave Foulser, engenheiro de software, no blog oficial do Google. O Google Brasil já está à procura de editores parceiros para desenvolver este projeto por aqui.

Livro de 126 mil dólares atrai norte-americanos para biblioteca

Boletim PNLL - 08/12/2008 - por Redação

Michelangelo: La dotta mano é um livro de 126 mil dólares e aproximadamente 27 quilos, cujas páginas são feitas de fibra de algodão e a capa em mármore branco, esculpida à mão. Escrito em italiano, é inspirado no Renascimento. A obra, que tem 71 cm de altura e 45 cm de largura, está exposta na Biblioteca Pública de Nova York e a previsão é que sejam produzidas apenas 99 cópias, sendo que 33 já estão prontas e 20 vendidas.

Revista Wizard coloca HQs de brasileiros entre melhores do ano

Portal G1 - 01/12/2008 - por Redação

Não bastasse faturarem Eisners, Harveys, Screams e Jabutis, os quadrinistas brasileiros completam sua coleção de prêmios nacionais e internacionais neste 2008 com duas vitórias na lista de melhor estréia indie e melhor HQ autopublicada na eleição de melhores do ano na revista "Wizard", principal publicação sobre quadrinhos nos EUA. O quadrinista gaúcho Rafael Grampá foi considerado a melhor estréia pelo seu primeiro álbum, Mesmo delivery, publicado nos EUA pela editora AdHouse e no Brasil pela Desiderata. Já a coletânea “Pixu”, eleita pela "Wizard" a melhor HQ autopublicada de 2008, conta com o resto da equipe que fez “5”: a norte-americana Becky Cloonan, o grego Vasilis Lolos e os gêmeos brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon. Os dois últimos foram os artistas brasileiros que mais ganharam prêmios internacionais em 2008. A dupla também ganhou o primeiro prêmio Jabuti dado a uma história em quadrinhos, na categoria de melhor livro paradidático pela adaptação de O alienista, de Machado de Assis.

Literatura Digital ganha evento de celebração


Publishnews - 04/12/2008 - por Redação

Apresentar aos mercados editorial, livreiro e educacional novos produtos multimídia é o objetivo do primeiro evento de Literatura Digital do País, que já tem data marcada. Ocorre no dia 17 de dezembro, no Espaço Atelier, em São Paulo. O encontro será promovido pelo LivroClip, iniciativa que já transformou mais de 150 obras literárias em ferramentas educativas. Será lançado durante a comemoração o DVD do projeto Animadas Letras Paulistas, que traz 40 minutos de animações sobre obras de escritores como Álvares de Azevedo, Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Hilda Hilst e Raduan Nassar. Todos os participantes ganharão um DVD e o número total de convidados será revertido em doações de DVD’s para as escolas da rede pública de ensino de São Paulo. Mais informações no site do LivroClip.

Astérix como nunca visto

Jornal de Notícias (Portugal) - 27/11/2008 - por F. Cleto e Pina

Intitula-se Astérix e os seus amigos e é um álbum de homenagem a Albert Uderzo, criado pelos seus colegas de profissão, para comemorarem o seu 80º aniversário. A edição portuguesa acaba de chegar às livrarias. Isto após serem ultrapassadas diversas contrariedades, que impediram a sua publicação em simultâneo com a edição original, lançada em 25 de abril de 2007, a data precisa em que Uderzo, nascido em 1927, em Fismes, França, comemorava 80 anos. O projeto nasceu em segredo no seio da sua editora, as Éditions Albert-René, conta a sua filha, Sylvie Uderzo, no preâmbulo do livro, com o propósito "de lhe oferecermos algo único, que lhe agradasse, mas que também o surpreendesse. E que também pudesse agradar aos leitores". Foram assim contatados os seus colegas de profissão, desenhadores e argumentistas, podendo as respostas deles ser encontradas, sob a forma de ilustrações, dedicatórias, gags ou bandas desenhadas ao longo das mais de 70 páginas do livro.

Criador de Mafalda nega ter matado personagem

Folha Online - 26/11/2008 - por Redação

O artista argentino Quino afirmou nesta quarta-feira no México que nunca desenhou a morte de sua personagem mais famosa, Mafalda, em referência a rumores de uma publicação em que ela teria sido atropelada. "É uma criação exclusivamente mexicana, eu não sei quem a inventou", disse Quino. "Essa lenda do caminhão de sopa - porque há várias versões, outra diz que foi um carro de polícia - nasceu aqui no México, eu jamais desenhei isso", disse o cartunista. Mesmo negando o "assassinato", Quino disse que não voltaria a desenhar Mafalda agora porque, segundo ele, os jovens de hoje estão desiludidos e não querem mudar o mundo para melhor, ao contrário da década de 1970, quando nasceu a personagem.

Na biblioteca do Congresso, turista não toca em livros

Folha de São Paulo - 27/11/2008 - por Heloisa Lupinacci

Como turista, você só vai poder dar uma espiada, a partir de um balcão vedado com vidro, na sala de leitura. A biblioteca do Congresso, no prédio Thomas Jefferson, em Washington (Avenida Independence, esquina com a rua 1; Seg. a sáb., das 10h às 17h), é um passeio que deixa o visitante entre a estupefação e a frustração. Para amenizar a frustração, as exposições temporárias compensam a ausência de contato com os livros por meio de computadores acionados pelo toque sobre a tela em que é possível, por exemplo, folhear páginas virtuais de volumes da biblioteca de Thomas Jefferson ou os rascunhos da Constituição norte-americana. Mesmo para quem não queria ver livro algum, a visita vale pela beleza do prédio, de 1897. A história da biblioteca é marcada por dois incêndios. Antes de ser instalada em um prédio à parte, ela ficava no Capitólio. Veio a guerra Anglo-Americana e, em 1814, as tropas inglesas incendiaram o Capitólio. Com a biblioteca reduzida a cinzas, Thomas Jefferson vendeu a sua coleção de livros ao Congresso. Eram quase 6.500 volumes - parte dos quais o turista pode folhear virtualmente no tal computador.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Mulheres na filosofia


CUIDADO!! Isso pode ser perigoso… (risos)
Novembro 9, 2008 por at0pos

proposta do livro: reunir trabalhos filosóficos sobre mulheres, gênero e
feminismo; "… o que se pretende buscar nas reflexões apresentadas nesse livro
não é verdade alguma, mas apenas sua busca." (p.10) - Trecho do livro


[(se não quiser perder tempo, pode pular essa parte, não ficarei chateado – JURU!) Tá, mas pera aí – tendo em vista que: mulher ao volante, perigo constante – imagine – as pragas na filosofia!? e ainda por cima, os pensamentos delas reunidos num livro!! Tá louco! Tenho medo só de pensar. Dar voz às mulheres é loucura!! – as mulheres são dissimuladas, sedutoras natas, e subversivas!!! – E isso é histórico: vide [o mito da criação] Adão e Eva; também a Guerra de Tróia (vejam que mulheres reunidas só pode dar problema – queriam decidir quem era a mais bela e deu no que deu…) – isso sem falar na Pandora!!! Em geral, sempre que mulher é citada (ou tema) de algum mito, ou algo parecido, ela é relacionada a males e desgraças no seio da humanidade! UHAHAha. É… Mulher é um bicho perigoso – tomem cuidado! Não, mas deixa eu contar: além de perigosas, são absurdamente comlicadas! – como conseguem? E ainda dizem: “Oh, você não me entende – não me entende!”. Ora, me diga: como é possível entender um ser que muda de humor em equestão de segundos!? – tá louco! aHUAHAa]
Não fosse pela qualidade dos textos, o livro já valeria a pena só pela ousadia de sua proposta: reunir trabalhos filosóficos sobre mulheres, gênero e feminismo. Destacar a ousadia como característica relevante em um projeto acadêmico pode parecer uma escolha inadequada, a não ser que se leve em conta o fato de que, ainda hoje, em nosso país são vistas com desconfiança iniciativas em promover o diálogo da filosofia com outros campos de investigação voltados para questões muito próximas ao concreto. Enquanto em outras áreas do saber os chamados estudos de gênero já atingiram alto grau de amadurecimento, como atestam a quantidade e, sobretudo, a qualidade da produção teórica, no âmbito da filosofia tais estudos ocupam ainda uma posição marginal. Filósofas e filósofos brasileiros resistem bravamente a refletir sobre mulheres e gênero, talvez por considerarem que tais temas não se prestam ao tratamento teórico e conceitual, próprio da filosofia. A produção filosófica sobre mulheres e gênero no Brasil restringe-se a algumas traduções de livros estrangeiros e a raros trabalhos de autores brasileiros.
Estes últimos encontram-se dispersos em periódicos acadêmicos de circulação restrita ou estão publicados como capítulos de livros cuja temática central é outra. O livro Mulheres, filosofia ou coisas do gênero é o segundo dedicado ao tema organizado por Marcia Tiburi, desta vez em parceria com Bárbara Valle. Em outros países esse estranhamento entre os dois campos de estudo não acontece. Há filósofas e filósofos que, não apenas pesquisam sobre questões de gênero, como também mantêm um profícuo diálogo com outras áreas de conhecimento. Exemplifica perfeitamente essa situação a filósofa espanhola Celia Amorós, cujos trabalhos são conhecidos mundialmente e referenciados com freqüência. A propósito, esta autora contribui para o livro Mulheres, filosofia ou coisas do gênero com um texto inédito, intitulado "Movimentos feministas e ressignificações lingüísticas". Os treze trabalhos que compõem o livro revelam uma preocupação comum: não perder de vista o fato de que as reflexões sobre mulheres e gênero estão sendo realizadas a partir do lugar da filosofia.

Livro: Mulheres, filosofia ou coisas do gênero
Marcia Tiburi e Bárbara Valle (organizadoras)
Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2008.

Essa preocupação aparece mais claramente nos textos em que a referência a filósofas e filósofos consagrados é explícita. Assim, Adorno, Benjamin, Hannah Arendt, Kant, Lévinas, Nietzsche, Edith Stein, inspiram respectivamente as reflexões de Marcia Tiburi, Bárbara Valle, Virgínia Figueiredo, Alice Lino/Imaculada Kangussu, Magali M. Menezes, Maria Cristina F. Ferraz, Álvaro Valls. O rigor conceitual, porém, bem como a fundamentação das críticas e dos pontos de vista defendidos, dentre outras características peculiares à filosofia, estão presentes também nos outros textos, que não partem de uma referência teórica específica. Os trabalhos aqui reunidos reforçam a idéia de que a filosofia não é e não precisa ser um pensamento desvinculado da realidade. Os filósofos não são sujeitos transcendentais, mas têm muito a dizer sobre situações concretas, pois refletem e escrevem a partir de suas condições de seres empíricos, isto é, de sujeitos sexuados e contextualizados. Assim, a conclusão encontra a idéia inicial: a raridade do tema, a coragem em reunir textos filosóficos que tratam de mulheres e gênero; este fato, por si só, justifica o interesse pelo livro e motiva a leitura dos bons trabalhos que o compõem.


Fonte: Revista Cult
Por Maria da Penha F. S. Carvalho

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Você sabe o que é Tautologia?

As armadilhas da língua
Você sabe o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- ontinua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito.
- destruir completamente


Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Verifique se não está caindo nesta armadilha.